Jagat | single


Apenas uma prática IV

Data: 30/08/2013 | Autor: Roseli Melussi | Categoria: Yoga | Visitas: 1388

Pranayamas - Respiração; entendendo sua dinâmica.

O principio da respiração, (ar inalado), é manter-se acima do diafragma, dentro dos pulmões. Local da troca de gases, com os vasos capilares nos alvéolos. E os gases residuais devem sair (expiração); mas da mesma forma que entrou.

Portanto, “apana”, deve fluir livremente agindo tanto para cima como para baixo, dependendo do tipo de resíduo sobre o qual esta agindo.

Esta capacidade pode ser adquirida com a atividade do Yoga. Por outro lado não é o que acontece porque associamos este trabalho, (eliminação) apenas através da eliminação inferior que ocorre, por urina, fezes, etc. , e até mesmo a expiração é feita de forma forçosa e com contração de músculos abdominais, e outros.

Para desenvolver o principio correto é necessário que os caminhos estejam livres de qualquer força obstrutiva para que o prana e o apana tenham uma relação amigável .

Usando a termologia Yoguica dizemos SUKHA, que literalmente quer dizer “bom espaço” e DUKHA para “mau espaço”  , também associado a sofrimento.

Sendo assim, quanto mais espaço “bom espaço”. Você viabiliza mais livremente suas forças de prana, as quais restauram suas funções normais do organismo. E é nisso que se fundamenta a terapia do Yoga; eliminação de resíduos.Tendo também claro papel muito importante a nutrição que provem do prana inalado.

Sendo uma outra forma, de adotar o conceito dessa percepção ao treino respiratório: se você cuidar da expiração, a inspiração cuidara de si própria.

Bem quando ocorre a fecundação, ocorre o processo de nutrição do feto, nutrição esta feita pelo funículo umbilical. O nascimento significa perder esta autonomia e ai começa o empenho para garantir a própria sobrevivência, o primeiro sopro, o fôlego mais importante da sua vida, o que te traz a vida. A vida física e fisiológica.

Este primeiro fôlego é o mais forçoso, porque transpõe a barreira de tensão do pulmão, que estava colabado e repleto de liquido amniótico, e para tanto requer uma força de até quatro vezes maior do que o normal, da sua respiração.

1

A experiência a seguir ao nascimento; é que um bebe tem que suportar o peso do próprio corpo no espaço, é  tão grande como a experiência da respiração, pois vai ter que  interagir com a gravidade. E assim a desenvolver a primeira habilidade postural que começa com o equilíbrio entre a mobilidade e a estabilidade. É a cabeça a responsável pelo desenvolvimento da postura, pois a partir de sua ação no espaço e que se atinge outras partes do corpo, até que se começa a andar. Sendo assim , podemos entender que desde o nascimento somos confrontados a estas duas forças externas; a respiração e a gravidade.

A pratica do Yoga, é portanto vista como a forma consciente de explorar a relação entre respiração e postura, uma vez que observa-se o sincronismo entre a respiração , (prana / apana) e postura, (Sthira / Sukha). Quando ocorre algo de errado de um lado, o outro também se manifesta.

Definição de respiração: É o processo de levar o ar para dentro e para fora dos pulmões, causado por uma mudança tridimensional no formato das cavidades torácicas e abdominal.

( Kaminoff, Leslie, Anatomia do Yoga / 2008)

 

Assim chegamos ao diafragma, responsável pelas mudanças no formato deste espaço.

É o diafragma o responsável que divide o tronco em duas partes: as cavidades torácicas e abdominal, tem um formato parecido com guarda chuva, água viva, cogumelo, etc.., Esta preso a frente das vértebras torácicas, abaixo da musculatura torácicas, na parte superior do abdômen, e também pelas costelas inferiores flutuantes, sendo assim possível assumir o controle tanto da expansão quanto retração das cavidades abdominais e torácicas.

Mas ao longo da vida dependendo do seu uso, a maneira de respirar e sua postura do dia a dia, além de fatores psicossomáticos e emocionais, você estará com certeza contribuindo muito para graves problemas associados a respiração e pressão na musculatura diafragmática, este ultimo novamente em evidencia por estar ligado diretamente ao processo da sua vida , mas sem a devida importância. Portanto para melhorar  suas funções basta criar espaço para ele trabalhar, espaço este possível de conseguir com ações na musculatura intercostais, romboides, e serrátil.

 

Dica para uma respiração mais profunda no Yoga

 

Ativando o serrátil anterior para expandir os pulmões.

O estudo do Yoga nos leva sempre a busca para conseguir melhorar algo que nos incomoda, geralmente no primeiro momento é muito mais a necessidade de fazer algo relacionado ao físico,e que nos traga uma sensação de bem estar   também mental.

Buscamos o Yoga, para este fim, que para muitos já é o estagio final. Mal sabem que estamos só começando, e um dia ouvimos o professor falar de pranayamas, nossa que nome difícil,  no primeiro momento, o que tem haver isso, eu sei respirar, basta encher

os pulmões de ar e tenho uma boa respiração..., por um longo período, ficamos sem entender muito isso , o vem esse tal de pranayama de novo, como pode, claro que respiro para fazer  tudo...,o.

Os Iyengars são verdadeiros especialistas na respiração iogue, com muitos trabalho específicos e de muitos anos, Iyengar se aprofundou  ao estudo sobre pranayama, Geeta sua filha, e Prashant filho. E Sabe-se que os efeitos duram dias.

Assim decide fazer desta mais uma empreitada, na minha pratica diária.
Deste 03 / 06 continuei a pratica matinal de automassagem, alguns asanas e agora pranayamas, já quando voltei da Índia outra consciência adquiri, neste trato  de conduzir   gradualmente a prática, e do funcionamento de órgãos e músculos que atuam.  Decidi  compreender os efeitos e também o processo, do uso da anatomia esquelética e de alguns músculos que pouco imaginamos que usamos para este trabalho e pude perceber que estar com o serrátil relaxado facilita a condução de um bom pranayamas. 

Músculos utilizados na inspiração: diafragma, esternocleidomastoideos, intercostais externos, escalenos, serrátil anteriores.

Músculos utilizados na expiração: intercostais internos, retos abdominais e demais músculos localizados na parede anterior do abdômen.

 

Parte do pranayama envolve respiração profunda. O corpo tem um grupo de músculos que recruta quando precisamos respirar mais fundo, por exemplo depois de uma corrida. O recrutamento desses músculos do peito se expande para uma extensão maior do que quando se utiliza o diafragma sozinho. O resultado é um aumento do volume inspiratório e ventilação pulmonar melhorado (no nível alveolar). Assim ocorreu-me que, intencionalmente, envolver estes músculos respiratórios melhoraria o volume das minhas inspirações e portanto menos esforço com o trabalho de  pranayama, e na prática de asanas. Experimentei  uma série de dicas para ativar os músculos acessórios diversos e incorporei-os em minha prática. O efeito foi imediato e surpreendente. E depois pude sentir minha respiração sem esforço, deixando-me energizado, e com a mente muito mais clara.
Então, aqui vai uma sugestão para ativar um dos músculos acessórios importantíssimos de trabalhar, o serrátil anterior (AS) e seus amigos, os omboides.

Pare por um segundo. Descanse as mãos sobre as coxas. Agora, expire naturalmente e em seguida, delicadamente projete os ombros para trás trazendo  as escápulas (omoplatas) para a coluna vertebral. Ao inalar, imagine pressionando os lados de seus ombros e braços contra uma parede imaginária, como um batente da porta. Sinta  o peito é ampliado . Repita esta sugestão mais duas vezes antes de continuar. . .

 

Os rombóides (maior e menor) originam os processos espinhosos das vértebras cervicais – seis e sete  e as vértebras torácicas de um a quatro, inserindo-se na borda medial da escápula e agem para estabilizar e projetar as escápulas em direção à linha média.

 

O serrátil anterior originam-se das costelas um a nove e insere se no interior de toda a margem medial da escápula. Se a escápula é fixa (por envolver os rombóides), então contrai-a os elevadores serráteis anteriores para  expandir a caixa torácica. Apenas concentre-se sobre essa ação no momento.

Agora repita os passos acima –  Expire de forma relaxada, em seguida, projete a escápula para a linha média e estabilize-as usando os rombóides (sinta-se como o que amplia é o peito para frente). Então, quando você inala, tente pressionar os ombros para fora contra uma parede imaginária. Expire relaxadamente e repita mais duas vezes. Você percebe como é mais fácil de envolver esses músculos na segunda vez? Assim fazer uma pausa é importante, entender  sobre a anatomia, do movimento, e tente novamente. Durante o breves períodos que se faz o trabalho, deixe seu cérebro agir.                                                                      

Posturas para consciência da respiração

I - Deitado em Tadasana, solta o corpo pra Savasana, permita que seus polegares relaxem para fora em direção ao chão. Apenas observe a respiração, tente identificar aonde ela esta iniciando, e se tem algum esforço, se percebe algum tipo de bloqueio.

Faça uma exalação profunda, partindo da região perineal, deixando a cavidade inferior do abdômen muchar, continua conduzindo a exalação até o tórax, e depois , (em seguida), inspire apenas deixando o ar no tórax , faça novamente a expiração muchando o quanto possível todo o tronco. ( repita mais 3 – 4  -  5 vezes )

II - Preparando a estação com almofadão, para coluna, sentido longitutinal, e manta para cabeça, usar bastão para vértebras toraxicas entre as 6 , 7 e 8 , transpor os braços por trás do bastão depois de ter deitado, exalar toda ar que possível deste o assoalho pélvico, região do períneo. Depois e em seguida faz inspiração apenas para caixa toraxica, observe a expansão do tórax, (repita de 3 a 5 x)

III – Repete todo procedimento anterior, depois de fazer a expansão do tórax, deixa a expiração acontecer de forma que você vai muchando o abdômen, tornando a  respiração normal, até quatro vezes, depois repete, finaliza com oito ciclos.

Posturas para consciência da estrutura.

I – Sentado em almofadão ou mantas, com bastão como suporte também, (p/ ísquios), cruza as pernas em Sukasana, antes deve ser colodo cinto no quadril um abaixo da crista elíaca e outro acima, coloca mais um acima do busto bem alto, cria-se uma estrutura firme e é possível ter mais estabilidade física e mental. ( 5 min.)

II – Fica em pé e faz Tadasana com a estrutura que preparou com cintos no corpo, depois Urdvha Hastasana, Badhagulhasana,e ainda pode explorar mais ficando na ponta dos pés. ( min. cada passagem)

III - Também executa com dois cintos abaixo do busto, sendo que cada  um em um sentido, pode ser trabalhado em sukasana e tadasana na parede, também uttikatasana.

 

Posturas que podem ser incorporadas a trabalhos específicos.

Posturas em Pé e musculatura responsável para ajudar a respiração.

Utkatasana: trabalha serrátil anterior, e eretor da coluna

Garudasana: trabalha serrátil anterior

Natarajasana: trabalha serrátil anterior, reto do abdomem, extensores da coluna, sub escapular, inter espinhal.

Virabadrasana I: serrátil anterior, reto do abdomem, peitoral maior, peitoral menos

Virabadrasana II: esternocleidomastóideo, escalenos, nervos do plexo.

Utthita parsvakonasana: serrátil anterior, oblíquos internos, oblíquos externos.

Parsvotanasana: eretor da coluna, serrátil anterior, infra espinhal, sub escapular.

 

Posturas sentadas; Trabalham diretamente com eretor da coluna e é preciso que relaxe o serrátil.

Dandasana, Sukasana, Virasana, Padmasana, Paschimotanasana, |Janu sirsasana

Parigasana: trabalha latíssimo do dorso, intercostais, oblíquos externos.

Ardha matsyendrasana: trabalha romboide, eretor da coluna, esternocleidomastóideo, esplênio da cabeça.


Administração

Rua: Eduardo Monteriro, nº 627 - Piso 2
Santo André - SP

Fone: (11) 98315-5145